É abril e neva na Espanha.
É Abril. E neva. Na Espanha. ABRIL. NEVE. ESPANHA. Meu Deus!!!!!!! Onde vai parar esse planeta?! Tenham medo. A primavera, dissimulada, tá fazendo graça com a gente aqui no sul do continente. Enquanto na Alemanha dizem que faz um calor que te brônzeas! Vai entender.
O clima daqui de casa também mudou. Visita de pai, irmão, cunhada. Somados à mãe, irmão e a mim, que já estávamos. Barulho, confusão e discussão dobradas. Calor humano triplicado. Bastante afeto familiar (o incomparável afeto familiar, aquele que se demonstra entre tapas e beijos, mas que é o mais verdadeiro do mundo). Hoje um amigo-irmão entrou em êxtases aqui em casa, quando na cozinha comíamos cuscuz nordestino e conversávamos. "Meu Deus! Estou vendo a família reunida! Vocês são TODOS iguais". Eu sorri, achando que ele falava das nossas feições físicas e trejeitos. Ele continuou: "Vocês TODOS interrompem um ao outro nas conversas e reclamam porque o outro interrompeu, e daí voltam a interromper e a falar um por cima do outro!". Definição perfeita. Já podemos visualizar uma típica feira de domingo.
Ontem aprendi uma coisa nova. Os carocinhos do tomate são ruins pro apêndice. Eu achava que faziam mal aos rins... E que faziam bem à próstata. E fiquei bem feliz quando minha amiga pernambucana Élida me disse que eu nunca teria problemas de próstata.
Mas ontem fiz um "bocadillo" legal, gostoso, e meu pai se negou a comer por causa dos caroços de tomate, contando-me que tudo isso que é pequenininho iria direto pro apêndice, que virava uma espécie de "lixeirinho" do nosso organismo.
Isso não me preocupou muito... A cor escura do Ice Tea que venho tomando em substituição aos sucos de caixinha e aos refrigerantes (já que a cerveja, os vinhos, a vodca e similares continuam sendo insubstituíveis) me assusta beeem mais do que o tomate fresquinho e seus carocinhos.
Minha alimentação havia melhorado bastante, bastante meeesmo no ano passado, até que na minha última estadia no "País das Maravilhas" eu esqueci TOTALmente o que significava "alimentação saudável". E, um mês depois da volta à rotina, minha dieta vem piorando gradativamente. Ou melhorando - depende, mais uma vez, do ponto de vista. Câmbio no clima da minha geladeira.
Sinto-me um furacão, engolindo tudo; e todos dizem que pareço um poço sem fundo. Tô seguindo a dieta dos dias: tem dia que é de chocolate... Outros são dias de sanduíche... Dia de doces e Dia de pães se alternam. O dia de comer/beber fora (e comer bem) testando os cantinhos da cidade é sempre o melhor! E o dia de costela de porco assada pingando de gordura, farofa, coca-cola, sobremesa de morango com chantilly... Ui, esse dá até medo.
Dizem que somos o reflexo do que comemos. Neste momento, prefiro de verdade pensar que essa minha fase "furacão" e "buraco negro" é que são reflexos do meu estado de espírito antropófago. Calma, minha gente... Momento culturalmente antropófago... ;)
Enfim, só sei que sempre que vejo o marrom escuro do chá gelado de pêssego me doem os rins... Até que eu me lembro do preto betumem da coca-cola que desentope até pias... Aí eu relaxo e vou fazer uma salada verde pra acompanhar o chá e limpar o organismo. E também a consciência, tão pesada quanto o meu estômago.
É Abril. E neva. Na Espanha. ABRIL. NEVE. ESPANHA. Meu Deus!!!!!!! Onde vai parar esse planeta?! Tenham medo. A primavera, dissimulada, tá fazendo graça com a gente aqui no sul do continente. Enquanto na Alemanha dizem que faz um calor que te brônzeas! Vai entender.
O clima daqui de casa também mudou. Visita de pai, irmão, cunhada. Somados à mãe, irmão e a mim, que já estávamos. Barulho, confusão e discussão dobradas. Calor humano triplicado. Bastante afeto familiar (o incomparável afeto familiar, aquele que se demonstra entre tapas e beijos, mas que é o mais verdadeiro do mundo). Hoje um amigo-irmão entrou em êxtases aqui em casa, quando na cozinha comíamos cuscuz nordestino e conversávamos. "Meu Deus! Estou vendo a família reunida! Vocês são TODOS iguais". Eu sorri, achando que ele falava das nossas feições físicas e trejeitos. Ele continuou: "Vocês TODOS interrompem um ao outro nas conversas e reclamam porque o outro interrompeu, e daí voltam a interromper e a falar um por cima do outro!". Definição perfeita. Já podemos visualizar uma típica feira de domingo.
Ontem aprendi uma coisa nova. Os carocinhos do tomate são ruins pro apêndice. Eu achava que faziam mal aos rins... E que faziam bem à próstata. E fiquei bem feliz quando minha amiga pernambucana Élida me disse que eu nunca teria problemas de próstata.
Mas ontem fiz um "bocadillo" legal, gostoso, e meu pai se negou a comer por causa dos caroços de tomate, contando-me que tudo isso que é pequenininho iria direto pro apêndice, que virava uma espécie de "lixeirinho" do nosso organismo.
Isso não me preocupou muito... A cor escura do Ice Tea que venho tomando em substituição aos sucos de caixinha e aos refrigerantes (já que a cerveja, os vinhos, a vodca e similares continuam sendo insubstituíveis) me assusta beeem mais do que o tomate fresquinho e seus carocinhos.
Minha alimentação havia melhorado bastante, bastante meeesmo no ano passado, até que na minha última estadia no "País das Maravilhas" eu esqueci TOTALmente o que significava "alimentação saudável". E, um mês depois da volta à rotina, minha dieta vem piorando gradativamente. Ou melhorando - depende, mais uma vez, do ponto de vista. Câmbio no clima da minha geladeira.
Sinto-me um furacão, engolindo tudo; e todos dizem que pareço um poço sem fundo. Tô seguindo a dieta dos dias: tem dia que é de chocolate... Outros são dias de sanduíche... Dia de doces e Dia de pães se alternam. O dia de comer/beber fora (e comer bem) testando os cantinhos da cidade é sempre o melhor! E o dia de costela de porco assada pingando de gordura, farofa, coca-cola, sobremesa de morango com chantilly... Ui, esse dá até medo.
Dizem que somos o reflexo do que comemos. Neste momento, prefiro de verdade pensar que essa minha fase "furacão" e "buraco negro" é que são reflexos do meu estado de espírito antropófago. Calma, minha gente... Momento culturalmente antropófago... ;)
Enfim, só sei que sempre que vejo o marrom escuro do chá gelado de pêssego me doem os rins... Até que eu me lembro do preto betumem da coca-cola que desentope até pias... Aí eu relaxo e vou fazer uma salada verde pra acompanhar o chá e limpar o organismo. E também a consciência, tão pesada quanto o meu estômago.
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