Frase da vez

Frase da vez: "I'm free but I'm focused [...] I'm lost but I'm hopeful, baby" (Alanis Morissette)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Toscana - Parte 2

Destinação: Castiglion Fiorentino
Segunda parada: Arezzo
Terceira parada: Cortona
Dia 1: 05 de junho de 2009, sexta-feira à noite!

O primeiro programinha proposto por Fabi foi um “jantarzinho” em um café super arrumado de Arezzo, numa rua onde dois de cada três estabelecimentos haviam servido de cenário pra o filme “La vita è bella”. Ai, que delícia!

No ambiente meio chiquê do Caffè dei Costanti (cheio de lustres luxuosos), pagamos 5 euros por um drinque e tivemos direito a um extenso buffet de canapés, massas, saladas, risotos, mini-sanduíches... Era a nossa primeira hora com os pés na Toscana e já estávamos nos entregando aos prazeres da gula...! O drinque – que se chamava Spritz – era a nossa cara: super laranja e refrescante, transmitia impressões de alegria e festa.

Nem o furdunço de um comício das eleições européias tirou o charme do momento. Na verdade, toda aquela movimentação de gente, uma orquestra tocando ao ar livre na porta da igreja e as ruas de pedra cobrindo-se de uma luz amarelada com a chegada da noite injetaram ainda mais ânimo nas brasileiras aqui. Mal chegara e eu já estava desfrutando muito. Quando digo muito, é muito mesmo. Um sorriso se plantou na minha cara e só desapareceu dias depois, quando voltei à casa. Orgasmos múltiplos de prazer por estar ali.

A primeira noite já foi maravilhosa. Fabi começou a mostrar-nos os inúmeros bares de vinhos. Sabe pequenos lugares onde a gente estaria tomando uns choppinhos, se aquilo ali fosse o Brasil? Lá, era tudo vinho! Entramos no Divino (nome super sugestivo, não?), que é uma Prosciutteria-Wine-Cocktail Bar, como eles se autodenominam. Um ovo de lugar mega-agradável e cool. Na verdade, nem precisava entrar: todo mundo ficava em pé na porta do bar, com suas grandes taças de vinho, conversando e sorrindo muito. Dentro, uma decoração super legal: muitas garrafas no balcão e nas prateleiras, móveis modernos sob paredes de pedra e bancos coloridos de acrílico que mais pareciam grandes vasos de flores tampados (eu e Élida gastamos minutos discutindo se eram vasos ou tamboretes, até que consegui convencê-la de que eram bancos, pois estavam em volta de mesas e havia gente sentada neles).

Dividimos uma taça do tinto Rosso Romeu di Montepulciano (já gostei pelo nome! E mais ainda pelo sabor). Não! Isso não foi um ato de pobreza! Compartimos a taça porque Fabi já não podia mais beber; ela teria que dirigir e a polícia ali é PH***, com PH mesmo! Eles não só te multam por estar com uma gota de álcool no sangue, como também apreendem o seu carro para SEMPRE e, ouçam bem, LEILOAM-no! Isso mesmo: leiloam o SEU carro. Fiquei passada e engomada. Além do mais, era a minha primeira noite e eu não queria chegar embriagada e vomitando na frente dos pais de Fabi, nem muito menos encarar uma ressaca naquele sábado promissor.

Na porta da Prosciutteria-Wine-Cocktail Bar começou a sessão de apresentações, que não acabou até a hora de pegarmos o trem de volta ao aeroporto. Cidade pequena é assim, seja aqui, no Brasil ou na China: TODO mundo se conhece.
Podem até não se falar, mas sabem a ficha quase completa de quase todo mundo. Começamos por dois italianos colegas de Fabi – não me exijam todos os nomes, porque essa seria uma missão impossível. Além de uns condutores de trem, Alex (acho que era esse o nome de um dos colegas) foi um dos primeiros caras que abriu um sorrisão de orelha a orelha quando ouviu a palavra mágica: “brasileiras”. O moço (que já não era tão moço assim) danou-se a falar o português que aprendeu nas suas três férias no nordeste do Brasil. E até que falava bem, viu?!

Degustamos o vinho no meio da ruazinha, apreciando o clima do momento (eu estava quase em êxtase com o ambiente) e tomamos o caminho da roça. Na casa de Fabi, refizemos o make-up rapidamente e lá estávamos nós, buscando Alice – uma das suas melhores amigas, super gente boa, que parecia haver saltado de algum desenho animado ou cartoon meigo e divertido – para nos dirigirmos a uma festa em Cortona, cidade vizinha a Castiglion.

Do estacionamento, vimos que a festa estava um fracasso e, então, resolvemos dar uma volta pela cidade. Deu pra ver que Cortona é realmente muito linda, mas a ventania fria que quase nos levava voando deve ter espantado as pessoas: não havia quase ninguém nos bares, apesar de ser uma noite de sexta-feira. Voltamos pra Castiglion, onde o Velvet Garden (um bar ao ar livre) nos esperava...

Como o texto está bem extenso e como eu já estou atrasada (pra variar), deixo para apresentar-lhes o Velvet na próxima postagem. Não sabia ele (e nós tampouco) que o lugar abrigaria “las borracheras nuestras de cada día” (todas as nossas canas, em um bom português!). O Velvet marca o começo da etapa “Castiglion Fiorentino Forever”!!!

Baci per tutti! Arrivederci!

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